sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Ser e Estar

Nunca entendi os americanos. Eles dizem “ser” e “estar” da mesma forma, to be. Mas será a mesma coisa ser e estar? Estar consciente é a mesma coisa que ser consciente? Ser enganado é a mesma coisa que estar enganado? Dá na mesma ser e estar? Ser inseguro é a mesma coisa que estar inseguro? Estar inseguro é não ter certeza, mas ser inseguro é ter a certeza de que não temos nada. Estar impressionado não é a mesma coisa que ser impressionado, embora as vezes pareça. Estar idiota você aguenta, mas ser idiota, não. Você quer ser o amor de alguém, o sonho de alguém, você quer ser alguém na vida da pessoa que ama, e esse desejo de ser pode nos confundir e nos impedir de ver que não somos, mas que estamos de passagem na vida de alguém. Estar com alguém é muito diferente de ser com alguém, por isso “ser” e “estar” não são a mesma coisa.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Consigo definir todas as minhas dores e meus pensamentos em uma só palavra: Cansaço. Estou cansada do amor. De cair, me levantar e em apenas poucos segundos cair de novo. As vezes sinto como se minha vida andasse em círculos desde que me apaixonei pela primeira vez. Todas as tentativas, as esperanças de dar certo, são destruídas e feridas como uma facada eterna em meu coração.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O amor é estranho. Pode-se dizer que ele é como um ditador, aparece e vai embora quando estiver vontade. Você tenta fechar os olhos para ele, tenta enganar a si mesmo de que não tem nada acontecendo, mas é aí que você percebe que já está acontecendo tudo e que você não quis enxergar. Quando você tenta esquecer alguém, é como se estivesse montando uma pequena casa de palha no meio do nada. Você sai por aí procurando por palhas boas e bonitas até que as encontra. Começa a por em prática todo seu trabalho, experimentando todo o tipo de palha boa que achou e construindo uma coisa nova em cima delas. Chega um momento que você percebe que não falta mais nada, que está tudo sobre controle, que sua casa já está construída, mas é assim que você se engana. Um dia você entra nessa casa e percebe que tinha uma parte vazia, um buraco no fundo dela, que quando estava construindo nem tinha dado importância para aquele local, ele passou e continua passando despercebido e sem importância para você. Até que quando chega perto desse vazio, quando você toca nessa falha, tudo vem ao chão em questão de segundos. Todo o trabalho, todo o tempo que você perdeu foram em vão em apenas um momento. Você começa a se desesperar, fica imóvel diante disso, porque irá dar muito trabalho para reerguer tudo, então você se entrega e se rende a essa perda, deixando todas as palhas boas que encontrou para trás, se deixando levar pela dor novamente. Então você fica com somente uma pergunta na cabeça: Até quando e quantas casas vou precisar reerguer para esquecer isso tudo?